Áurea Barros (*)

A sustentabilidade envolve três elementos,  “as pessoas, os  lucros e o planeta”, ou seja, aspectos “sociais, econômicos e ambientais”. Esse conceito tem sido resumido como o triple bottom line ou ainda triângulo da sustentabilidade.

A busca pela sustentabilidade é um ideal que começou a ganhar contornos mundiais, em 1987, quando o relatório Nosso Futuro Comum[1], da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, reconhece que o desenvolvimento humano e tecnológico das últimas décadas alterou o Planeta, tornando vital a conciliação do desenvolvimento econômico com a conservação ambiental.

O relatório define desenvolvimento sustentável como: “...aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades.”

Os avanços do debate mundial sobre a importância da preservação ambiental e diminuição das desigualdades sociais para a sobrevivência das populações vem ganhando espaço nos diferentes segmentos da sociedade.

Como resultado desse processo surge a cobrança de uma maior responsabilidade por parte das empresas para além da sua função essencial de gerar riqueza e lucro.

Essa conversão à causa da sustentabilidade requer mudanças significativas na gestão empresarial o que não exclui o seu objetivo natural, que é o crescimento através do lucro. Mas preferencialmente o lucro saudável, em longo prazo, com riscos minimizados, que a atuação sustentável e socialmente responsável permite gerar.

Quero dizer que a gestão sustentável significa entender e agir em resposta a essa nova demanda da sociedade onde o valor agregado por uma empresa precisa reverter benefícios não somente em forma de lucro, mas também em impactos positivos para as partes que são afetadas por suas operações, em particular o meio ambiente e a comunidade; seus próprios colaboradores e o restante da sociedade.

Portanto, nós podemos intuir que as empresas que buscam a sustentabilidade precisarão aprender esse novo idioma do mundo dos negócios e exercer a sua cidadania empresarial a partir do conceito de crescimento econômico socialmente justo e ambientalmente correto.

A questão é: O mundo já não discute se haverá uma economia verde e sustentável, mas sim, como ela ocorrerá e qual o papel das empresas.

E você vai ficar de fora dessa construção?

 

(*) Graduada em Fisioterapia

Especialista em Administração do Terceiro Setor - FGV

 

[1] BRUNDTLAND, Gro Harlem. Our Commom Future. New York: Oxford University Press, 1987.

 

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