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29.11.2011

 

Ministério investe na expansão do complexo industrial da Saúde

Na última sexta-feira (25), o Ministério da Saúde assinou três acordos de cooperação que vão promover significativa expansão do complexo industrial da saúde brasileiro. Foram anunciadas a construção do Novo Centro de Processamento Final do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz, o lançamento do Centro Tecnológico em Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Sautec), e a ampliação das plantas produtivas do Instituto Vital Brasil (IVB). O ministério vai investir um total de R$ 880 milhões em todas essas iniciativas.

"Estamos fortalecendo a indústria nacional para ampliar a oferta de produtos estratégicos no Sistema Único de Saúde, diminuindo a dependência de laboratórios estrangeiros e a vulnerabilidade do SUS", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, explica que "as parcerias promoverão a redução do déficit na balança comercial em relação ao setor farmacêutico. E o Brasil se tornará mais competitivo no setor de biotecnologia uma vez que terá a condição de fornecer para o mundo os imunobiológicos, a partir da exportação da produção excedente do Instituto".

Centro de Biotecnologia deve quadruplicar produção de vacinas

O governo do Estado do Rio de Janeiro vai ceder um terreno de 550 mil m2 no distrito industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, para o novo centro de biotecnologia, que deverá quadruplicar a capacidade de produção de vacinas da Fiocruz para cerca de 600 milhões de doses por ano.

O novo centro vai gerar 700 novas vagas diretas de empregos e 3 mil indiretas. Além disso, a entrada da Fiocruz em mercados hoje controlados por empresas multinacionais — como o de anticorpos monoclonais para uso oncológico e doenças raras, autoimunes, degenerativas infecciosas, vacinas terapêuticas, entre outros — e aumenta as possibilidades de estabelecimento de parcerias para desenvolvimento tecnológico e transferências de tecnologia, e a competitividade do Brasil no setor de biotecnologia.

Considerada um "projeto verde", a planta industrial terá painéis para aproveitamento de energia solar — que será convertida em eletricidade para as áreas administrativas —, reservatórios para captação de água da chuva, além de um cinturão verde no entorno do terreno, incentivando a biodiversidade local. Seu desenho atende aos requisitos da certificação internacional Leadership in Energy and Environmental Design (Leeds), concebida pela organização United States Green Building Council para construções consideradas sustentáveis. A previsão é de que em 2016 o NCPFI esteja pronto para operar.

Alta tecnologia na área da Neurociência

O Sautec será um centro de simulação virtual para capacitação no campo das neurociências, do mapeamento cerebral, de pesquisas neuromusculares e neurociências. Terá alto impacto no Plano para Pessoas com Deficiência, a partir da geração de tecnologias e conhecimentos de última geração no País.

O Sautec será o único centro do hemisfério sul a dispor da mais moderna tecnologia em ressonância magnética, a 7 Tesla, dedicada à neuroimagem. O centro também vai constituir uma rede estadual e nacional de pesquisa em doenças psiquiátricas e neurológicas. E pretende desenvolver novos arsenais terapêuticos para doenças psiquiátricas, neurológicas, fisiológicas e ortopédicas. Pretende ainda implementar parcerias público-privadas para análise, gestão e incorporação de novas tecnologias para atendimento às necessidades de saúde da população.

O Ministério da Saúde vai investir R$ 70 milhões em três anos (2012 a 2014). O Sautec conta também com apoio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e funcionará em área disponibilizada pelo INTO, com o qual manterá cooperação em nível assistencial.

Investimento de R$ 20 mi para fabricação de medicamentos estratégicos

Serão investidos R$ 20 milhões na ampliação das plantas produtivas do Instituto Vital Brasil (IVB) para desenvolvimento e produção de medicamentos estratégicos para o país. O ministério vai contribuir com R$ 10 milhões nos próximos dois anos, e o governo do estado do Rio com outros R$ 10 milhões.

A iniciativa está inserida no Programa de Modernização Produtiva e Gerencial de Produtores Públicos de Medicamentos e Imunobiológicos. Inicialmente será produzido o medicamento para doença de Alzheimer, Rivastigmina.

O ministério já tem Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) firmada com o IVB para desenvolvimento tecnológico de três medicamentos: o antirreumático Adalimumabe, a Octreotida (contra acromegalia) e a própria Rivastigmina. Estão envolvidos nestas PDPs, respectivamente, os seguintes laboratórios privados: PharmaPraxis, LaborvidaHygeia e LaborvidaEMS.

PDPs - Ao todo, são 29 as parcerias para o desenvolvimento produtivo firmadas pelo Ministério da Saúde, que envolvem 32 laboratórios, sendo 10 laboratórios públicos e 22 privados nacionais e estrangeiros. Por meio dessas parcerias são produzidos 30 itens de saúde (28 medicamentos, o DIU e um kit multidiagnóstico rápido). A produção de cinco desses medicamentos já começou: do antirretroviral Tenofovir, dos antipsicóticos Clozapina e Quetiapina, do relaxante muscular Toxina Botulínica e do imunossupressor Tacrolimo.

Os 29 acordos geram economia de R$ 400 milhões por ano. A economia de recursos com inovação tecnológica e melhor gestão de recursos envolve também vacinas – R$ 500 milhões por ano – e os ganhos de eficiência – R$ 800 milhões por ano, o que leva a uma economia geral de R$ 1,7 bilhão por ano no orçamento do Ministério da Saúde. Atualmente, são gastos R$ 4 bilhões por ano em compras públicas estratégicas, incluindo os produtos que envolvem PDPs, vacinas e estratégias de negociações para viabilizar o acesso.

Fonte:http://www.hospitalar.com

 

“Saúde está mais complexa, mais eficaz, porém menos segura”, diz presidente do Coren – SP


Para o presidente do Coren-SP, Claudio Alves Porto, é preciso que o sistema de saúde seja transformado para que a segurança do paciente seja garantida
 
Desempenhar um atendimento assertivo e livre de riscos, conscientizando os profissionais sobre sua importância e a consequência de seus atos são alguns dos objetivos que a esfera da enfermagem almeja. Segundo o presidente do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, Coren – SP, Claudio Alves Porto, a saúde está mais complexa, mais eficaz, porém menos segura.

“Atualmente existem muitos avanços tecnológicos e, muitas vezes, não conseguimos acompanhar. É preciso que o sistema de saúde seja transformado para que a segurança do paciente seja garantida”.

Em sua explanação no 3º Seminário Paulista de Gestão em Enfermagem, (Sepage), realizado na última sexta-feira, (22), em São Paulo, Porto chamou atenção para o fato de que a Organização Mundial de Saúde estima que um em cada dez pacientes possa ser vitima de erros e eventos adversos durante a prestação de serviços. E completou ao dizer que a hospitalização é responsável por aproximadamente 15 mil mortes por ano. 

Segundo Porto, os erros ocorridos em pacientes são problemas antigos de âmbito mundial, que envolvem questões éticas e institucionais.

“Quando um enfermeiro comete um erro, ele está se deparando com uma questão ética na profissão. Além disso, existem também as questões institucionais, que afetam diretamente a imagem que a unidade de saúde”.

Diante dessa realidade, o presidente do Coren-SP explica que existem certas medidas preventivas que podem ser úteis para que os erros sejam evitados.

“Muitas vezes realizamos os procedimentos sem que alguém esteja olhando. E, se vemos alguém nos observando não gostamos. Mas é preciso aprender a não ter medo que o colega saiba mais do que você”.

Além disso, para Porto, muitos erros poderiam ser evitados se houvesse mais cautela na troca de plantão.

“A ronda do plantão é um ato negligenciado, os profissionais devem ter consciência da importância desta prática. Se não for leito a leito, deve ser porta a porta.”.

Ele ressalta que o procedimento correto seria enquanto um está passando o plantão para o turno seguinte o outro responsável levanta o lençol e vê como o paciente está.

Importância do gestor

Porto também chama atenção para a importância do gestor na rotina hospitalar. “Antes de designa funções, o gestor deve treinar sua equipe para poder delegar as funções melhor resultado”.

Além disso, segundo o presidente, os hospitais devem aderir a uma política de educação continuada. “Quanto mais um profissional conhece mais ele sabe. Dessa forma, é possível fazer as pessoas acreditarem que segurança é prioridade de todos”.

O presidente do Coren-SP encerra sua apresentação ao dizer que os erros estão sempre próximos dos profissionais, é importante ter inteligência de percebê-los.

Fonte: www.saudeweb.com.br

SP ganha central de regulação de leitos de UTI

08/julho/2011 - A Central de Regulação de Ofertas de Serviço de saúde, conhecida como CROSS é totalmente informatizada. Ela funcionará 24 horas todos os dias da semana e contará com cerca de 200 funcionários, entre eles, 100 médicos, 50 técnicos auxiliares de regulação, técnicos em informática e atendentes e será responsável por regular todo o fluxo de pacientes da grande São Paulo, litoral e interior do estado. “Este é um serviço totalmente informatizado. Temos na área de urgência e emergência 100 médicos de várias especialidades devidamente treinados. Hoje a maior parte dos atendimentos da central são feitos pela internet.”, afirma o governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin, que participou do lançamento da central.

(Fonte: saudeweb.com.br)

Turismo Médico prevê crescimento de 35% no Brasil

O segmento de turismo médico no Brasil deve crescer cerca de 35% nos próximos 5 anos. A previsão é de Mariana Palha, uma das organizadoras do Medical Travel Meeting Brazil, que recebeu cerca de 180 mil estrangeiros nos últimos 3 anos para tratamentos de saúde no país, de acordo com dados do Ministério do Turismo.

 De acordo com Mariana, os investimentos destinados à realização de grandes eventos mundiais no país beneficiarão o segmento de Turismo Médico que passará a contar com estrutura mais consolidada e funcional dos aeroportos, rede hoteleira, entre outros.

Segundo Mariana, o número é composto não só com base nos investimentos destinados ao segmento, mas também em função do crescimento de estrangeiros que virão ao país para a Copa do Mundo e Olimpíadas.

 O Medical Travel Meeting Brazil – pioneiro no país na geração de oportunidades de negócios para operadoras de saúde, brokers e facilitadores internacionais – que será realizado nos dias 29 e 30 de agosto, chega a segunda edição reunindo líderes do segmento no Brasil e no mundo para apresentar e discutir avanços na estruturação da atividade.

 Entre os confirmados destacam-se Alexandre Padilha, ministro da saúde, Caio Carvalho, presidente da SPTuris, David Uip, diretor técnico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Arthur Porter, diretor geral do Mc Gill University Health Center de Montreal no Canadá, Greg Lindsay, jornalista e palestrante que aborda temas como inovação e o futuro das cidades e José Luiz Gomes do Amaral, presidente da AMB – Associação Médica Brasil

De acordo com Mariana, serão reunidos importantes players do setor em nível mundial e serão apresentados os avanços da medicina brasileira para líderes internacionais que fomentam esse segmento para países estratégicos.

Além disso, o evento contará também com a apresentação do projeto de lei proposto pelo congresso para o visto da saúde, a Plataforma Brazil Global Healthcare, uma rede global de players do setor e o Fórum de Discussão Setorial, que reunirá representantes de entidades médicas como, por exemplo, CRM, CFM e Anahp.

Seminário internacional na Hospitalar reúne cerca de 170 pessoas

O seminário internacional realizado pela Câmara de Comercio Brasil-Canadá (CCBC) na Hospitalar 2011 atraiu cerca de 170 pessoas, no último dia 26, no Expo Center Norte, em São Paulo. Pela terceira vez, a entidade reuniu especialistas em saúde dos dois países, com o objetivo de estreitar ainda mais a troca de informações na área. Os participantes do encontro poderão ter acesso às apresentações dos palestrantes. A CCBC enviará por e-mail um código que permitirá o download do material.

O encontro, que teve o apoio do Consulado do Canadá em São Paulo, trouxe ao Brasil os canadenses Jim Robblee, médico especializado em anestesiologia cardíaca e chefe da área no Instituto do Coração da Universidade de Ottawa, e Gordon Driedger, da Plenary Group, empresa que possui inúmeros projetos de parceria pública-privada (PPP) no setor da saúde.  

Segundo Robblee, que participou do painel “Qualidade Assistencial: Padrões de Aferição de Resultados e a Relação com a Segurança dos Pacientes”, coordenado por José Luiz Gomes do Amaral, é importante contar com um método de medição de resultados e isso exige investimento. Uma vez que não há muita saída quando se busca um trabalho de qualidade. “Sistema de medição leva tempo e é caro, mas se não há como medir, não dá para gerenciar”, afirmou ele.

A médica sanitarista Denise Schout, convidada do mesmo painel, destacou o nível baixo de acreditação entre os hospitais nacionais, cuja maioria ainda precisa elevar a qualidade de seus serviços. “O grande desafio brasileiro é conseguir implantar a acreditação”, afirmou ela. Segundo a especialista, apenas 30% dos estabelecimentos de saúde no País possuem esse reconhecimento.

Ela disse ainda que, no Brasil, uma tendência que se verifica em relação à segurança dos pacientes é a participação deles nas decisões que envolvem o próprio tratamento. Isso, segundo ela, requer em maior transparência por parte dos modelos de gestão hospitalar.

Na segunda parte do encontro, coordenada por Josier Vilar, Gordon Driedger mostrou a eficiência das PPPs no campo da saúde. Dos 155 projetos realizados pela Plenary Group desde 1993, 58 envolveram hospitais e centros de saúde.

“Em uma PPP há a certeza do cumprimento do prazo de entrega e dos preços do projeto, que são definidos previamente. O modelo e baseado em uma relação de confiança entre os setores público e privado”, frisou ele. Outra vantagem, ainda de acordo com Gordon, é que o formato garante a transferência de risco à iniciativa privada.

Segundo Maurício Portugal Ribeiro, da International Finance Corporation (IFC), também focada em PPP, o modelo se aplica a diversas categorias de serviços e hoje é adotado em vários países. No Brasil, o Hospital do Subúrbio, na Bahia, foi o primeiro projeto de PPP realizado na saúde.

A mesa de abertura dos trabalhos foi formada por Daniel Coudry, da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAPH); Abina M.Dann, cônsul geral do Canadá em São Paulo; José Carlos Abrahão, presidente da Confederação Nacional de Saúde (CSN); Francisco Santos, vice-presidente da Hospitalar; e Francisco Balestrin, presidente da Comissão de Saúde da CCBC.

O seminário foi o terceiro promovido pela CCBC, que vem trabalhando forte na área de saúde buscando fomentar a troca de experiências entre Brasil e Canadá por meio da sua Comissão de Saúde, lançada na Hospitalar 2010 e também no Rio de Janeiro. A iniciativa tem o apoio do Consulado Geral do Canadá em São Paulo.

O projeto da entidade é estabelecer um intercâmbio de informações amplo entre as instituições públicas e privadas do Canadá e Brasil. A meta é envolver toda a cadeia produtiva do setor de saúde e, assim, tornar a comissão uma plataforma para o conhecimento e a divulgação de produtos, tecnologias, serviços, bem como um facilitador de negócios.

Fonte: http://www.ccbc.org.br/

COMSAUDE presente na 18ª Hospitalar
O Comitê da cadeia produtiva da saúde COMSAUDE, em parceria com o SESI-SAÚDE-SP e o SENAI-SP "Escola Mariano Ferraz", participou da 18ª Feira + Fórum HOSPITALAR 2011, a maior Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Farmácias, Clínicas e Consultórios.
Foram realizadas palestras técnicas e de orientações do setor Saúde, no Stand da FIESP/SESI/SENAI, onde participaram  médicos, enfermeiros, administradores, fisioterapeutas, estudantes, entre outros.
O COMSAUDE contribuiu com palestras dos seguintes temas:
- Como Prevenir e Tratar Diabetes Mellitus
   Dra. Débora Mainardi
- Programa de Avaliação do SUS
   Sr. Afonso Teixeira dos Reis - Coordenador do Ministério da Saúde
- Gestão Estratégica em Serviços de Saúde
  Sr. Genésio Antonio Korbes
- Programa de Controle do Cancer de Mama
  Dr. Marianne Pinotti

ADH e Class Saúde discutem segurança do paciente e eventos esportivos
O ADH 2011 abriu a série de congressos abordando os desafios e perspectivas para a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, o evento ocorre de 24 a 27 de maio, em São Paulo.  Em destaque e presente nas estratégias da saúde para os eventos esportivos estão as Parcerias Público Privas e as Organizações Sociais, além de outros modelos de integração entre o setor público e privado. Foram discutidos os aspectos legais e os riscos da criação, além dos modelos existentes no mundo, apresentados por Andrea Azeredo, do Internacional Finance Corporation (IFC).

Na ocasião, o secretário de saúde de São Paulo, Januário Montone, também apresentou os investimentos e a estrutura da cidade para abrigar os jogos do Mundial de 2014  e Waldir Lupércio, ex- assessor da secretaria de saúde do Rio de Janeiro, que participou do projeto da “Rio 2016″ .

No Class Saúde,  a segurança do paciente e a transparência nos processos dos hospitais para diminuir os índices de eventos adversos foram abordados pela coordenadora do GV Saúde,  Ana Maria Malik,o superintendente corporativo do Hospital Sírio-Libanês, Gonzalo Vecina,  e o ex-ministro da saúde do Chile, Pedro Garcia.

Fonte: Saude Web

Selo de Qualificação ONA
A Organização Nacional de Acreditação lançará em breve um novo instrumento de avaliação para a avaliação e certificação de serviços para a saúde.
A organização certificada receberá o Selo de Qualificação ONA, com validade de 1 (um) ano.
O novo instrumento de avaliação foi desenvolvido por um Comitê Técnico e estará disponível para consulta pública, no portal da ONA (www.ona.org.br) pelo período de 30 (trinta) dias, a partir da data de 10 de junho de 2011.
Serão avaliados por este instrumento de avaliação os seguintes serviços:
1. Serviços de Processamento de Roupa para Serviços de Saúde.
2. Serviços de Dietoterapia.
3. Serviços de Esterilização e Reprocessamento de Materiais.
4. Serviços de Manipulação de Drogas Antineoplásicas e Dietas Parenterais.
Participe da consulta pública.

Prefeitura da Capital não pode cobrar taxa do lixo de associados do SINDHOSP

Cerca de 200 empresas estão liberadas do pagamento da taxa. Não cabe mais recurso à Prefeitura
Decisão ocorre num momento em que o Executivo quer aumentar os valores em 66%
 Após oito anos de discussão, chegou ao fim a ação que discutia a exigência da Taxa de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (TRSS), em São Paulo. O Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) ingressou com ação em favor de seus associados logo após o Executivo municipal publicar a Lei 13.478, em 30 de dezembro de 2002, que instituiu a cobrança da taxa.

A Prefeitura Municipal de São Paulo ingressou com recurso extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal (STF), mas o apelo não foi conhecido pela Corte, tendo ocorrido, no final de fevereiro, o "trânsito em julgado". Isso significa que não cabe mais discussão a respeito. Portanto, a Prefeitura não pode mais exigir o pagamento da taxa aos associados do SINDHOSP. 
Segundo entendimento do Sindicato, acatado na ação, a cobrança da taxa na Capital fere o artigo 145, inciso II, da Constituição Federal, que  permite ao município instituir taxas, em razão da utilização efetiva ou potencial de serviços públicos - prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição, mas exige que esses serviços sejam específicos e divisíveis.

Segundo decisão judicial, a TRSS não pode ser classificada como serviço específico e divisível, já que é impossível mensurar pontualmente o quanto cada contribuinte produz de resíduos sólidos ao mês. Na impossibilidade de apurar e fiscalizar a geração de resíduos, a decisão judicial entende que a forma como a cobrança está sendo feita em São Paulo lesa o contribuinte.

A cobrança, em São Paulo, é baseada no porte do estabelecimento gerador, localização, valor venal e estrutura do imóvel, o que é ilegal. "A base de cálculo da taxa de serviço só pode ser o valor do custo da prestação, não podendo tomar outros parâmetros, tudo sob pena de desvirtuar a própria natureza da taxa", diz a decisão. Atualmente, grandes geradores (mais de 650 Kg por dia), pagam à Prefeitura R$ 22 mil mensais de TRSS; os que geram de 50 a 160 Kg diários pagam R$ 1,4 mil/mês.

Para o presidente do SINDHOSP, Dante Montagnana, a decisão vem em um ótimo momento. "Projeto de lei encaminhado pelo Executivo Municipal à Câmara prevê um reajuste de 66% na cobrança da TRSS, o que é um absurdo. A decisão judicial abre um precedente para que outras empresas e entidades ingressem com ação pleiteando o fim da cobrança", acredita. Mesmo com liminar, a Prefeitura vinha descumprindo ordem judicial e emitindo boletos cobrando a TRSS dos associados do Sindicato. Comunicados ao CADIN - Cadastro Informativo de Créditos não Quitados - chegaram a ser enviados pela Prefeitura. Tais cobranças indevidas foram denunciadas pelo SINDHOSP e constam dos autos do processo.
(Fonte: http://www.sindhosp.com.br)

Evento, promovido pelo SINDHOSP, ocorreu na sede da entidade, no dia 16 de março

O SINDHOSP promoveu, no dia 16 de março, na sede da entidade, em São Paulo, evento sobre o Papel do Médico na Gestão dos Serviços de Saúde.  Voltado para administradores, gerentes e tomadores de decisão das instituições de serviços de saúde, o encontro contou com a palestra do consultor empresarial, Genésio Korbes.  Com mais de 40 anos de atuação em  administração hospitalar, Korbes enfatizou a importância das pessoas no sucesso organizacional.  "Sem uma bela equipe gerencial, envolvida e competente não há resultado", frisou.

Segundo o palestrante, o investimento no equilíbrio entre aspectos técnicos e o ambiente comportamental é muito importante, bem como a participação do profissional médico na gerencia do hospital. "O médico é o dono da caneta. Precisa fazer parte do processo".

Nos últimos 20 anos, houve uma evolução significativa na profissionalização da gestão, segundo Korbes.  Ele aponta, como fatores preponderantes dessa mudança, a maior qualificação dos gestores devido à complexidade no atendimento ao paciente e a consciência de que o hospital deve ser visto como um Negócio altamente sustentável.  O palestrante também enumerou alguns movimentos que vêm ocorrendo e que contribuem para essa evolução, como MBAs em saúde, a regulamentação dos planos de saúde e processos de Acreditação.  "Daqui a cinco anos, os planos vão pagar diferentemente as instituições que são e as que não são acreditadas. Até para o credenciamento será necessário", exclamou.

Algumas dificuldades impostas pelo mercado também foram elencadas como fatores responsáveis pelas melhorias dos processos em hospitais e clínicas médicas, dentre os quais estão a luta pela sobrevivência, competição vertical e horizontal, o aprimoramento da legislação e o aumento da exigência do próprio mercado e do consumidor.

Korbes também abordou a necessidade das instituições estabelecerem negociações conjuntas com os planos.  "As indústrias tem uma mentalidade diferente. Elas trocam dados, e isso é uma coisa que os hospitais não fazem. Há, infelizmente, uma cultura de individualismo, e falta uma Central de Informações", explicou.

Frustrações com a TISS, prontuário eletrônico e investimento em capacitação foram outros pontos abordados durante a palestra. 
Para o palestrante, o médico capacitado para gestor hospitalar ainda não é uma realidade, mas isso precisa acontecer e deu exemplo. "Pronto-socorro e centro cirúrgico tem de ser gerido por um médico".  Ele alertou, ainda, que o médico gestor precisa ter esse perfil e estar realmente disposto a assumir esse compromisso.  A participação do Corpo Clínico na gestão, segundo Korbes, é um fator crítico de sucesso.  "O médico deve participar da elaboração do Plano Diretor de Medicina contribuindo com seu conhecimento técnico com reflexo nas ações e nos resultados".

Mais informações sobre o palestrante: www.korbesconsulting.com

Data: 19/3/2010
Fonte: SINDHOSP

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